O que o Design Thinking ensina sobre produtos digitais

As metodologias certas moldaram toda a experiência

Alguns meses atrás, conheci algumas meninas de programação e design para participar do Hacking.Rio 2020, uma maratona de programação (hackathon) para buscar soluções de desafios reais do mercado e da sociedade através da tecnologia.

Antes mesmo da primeira chamada de vídeo como equipe, a conversa no Telegram para escolher o desafio de educação foi quase unânime. Acreditamos na importância da educação online, ainda durante a pandemia de Coronavírus.

Escolhemos o desafio da Instituição de Ensino Superior UNISUAM, dizendo que existia uma limitação para administrar o ambiente online e criar interatividade entre professores e alunos ao mesmo tempo. Todo o resto funcionava bem, usavam o Google For Education, especialmente o Google Meet para chamadas ao vivo e o Google Classroom para gerenciar as salas de aulas, a comunidade e compartilhar materiais.

Estávamos conectadas remotamente por diversas partes do Brasil e de Portugal. Mesmo não havendo uma comunicação “cara-a-cara”, usufruímos de ferramentas interativas, como o quadro branco do Miro, para gerar ideias, fluxos e atividades e o Figma para desenhar a interface.

Finalizamos o evento, depois de 48 horas, com o Unieduk, um aplicativo de aulas assíncronas e síncronas, com uma “enquete interativa” que aparece em momentos pré-programados em vídeos feitos pelos professores. O aplicativo também usa inteligência de dados para contabilizar e analisar as interações dos usuários e converte em suporte educacional com materiais e conteúdos extras, desempenhos nas interações remotas e notificações de atividades.

Passado as semanas seguintes, eu estava estudo e resolvi rever esse problema, agora, trazendo novas perspectivas.

Não precisei ir muito longe. O próprio desafio de resolver um problema com pessoas que não estavam do meu lado trouxe a necessidade de revisar as interações remotas, as tecnologias que eram indicadas, ferramentas para auxiliar a comunicação, etc.

  • Já é realidade ter acesso ao mesmo material em tempo real, com mais de uma pessoa visualizando, editando e interagindo em diversas ferramentas online;
  • Modelos de interação como o HiperFlex geram soluções em que ambientes presenciais e remotos podem ser contemplados ao mesmo tempo;
  • O suporte do Google para organizar os materiais e realizar reuniões é o mais utilizado e recomendado.

E aí eu entendi algo.

Então, durante o último mês, passei a estudar mais sobre o assunto, escrevendo e projetando em diversos lugares. Aplicar o Design Thinking ajudou a explorar ideias e realizar ações focadas. Troquei de “enquetes interativas” para “quadro branco interativo” pela necessidade de o usuário planejar e colaborar com os colegas.

Atualizei as telas do protótipo, refinando a interface. E o objetivo era entregar uma plataforma integrada via API com o Google for Education, pensando nos custos de dependência tecnológica e facilidade em atualizar dados cadastrais.

Nessa versão, pude realizar uma rodada de testes de usabilidade, e trouxe para os usuários uma simplicidade para criar e fazer atividades. Poder usufruir de performances reais e suportes a fez ser funcional e inteligente.

As duas resoluções tinham como objetivo resolver o problema de interação de um grupo de usuários. É possível resolver esse problema de muitas maneiras. Veja como o Design Thinking me ensinou.

Ponto de partida centrado no usuário

Se aprofundar no usuário ajuda a levantar questões relevantes para serem debatidos e gerar ideias. Seja em uma entrevista. Ou uma pesquisa online. Ou vê-los usar o produto. Com a mente aberta, considere tudo o que sabe sobre ele, sem restrições ou preconceitos.

Seja atencioso a organização

Uma simples ideia ou duas pode mudar a percepção do produto. Todas as categorias, características e ações precisam ser nomeadas e organizadas para determinar o problema a ser solucionado, alinhado com o objetivo da empresa. Tenha cuidado com o que você considera executável.

Crie o produto certo

Um bom brainstorm faz com que o produto corresponda ao problema. Ele ajuda a equipe a entender a experiência e explorar planos sem esquecer a necessidade do usuário. Claro, como você prototipa é importante. Mas escolher o que prototipar em primeiro lugar também é. Essas duas coisas precisam trabalhar juntas. Então analise todos os testes, perguntas frequentes e qualquer outra informação que possa moldar o seu produto.

Construa para pensar

Algumas pessoas sugerem que o Design Thinking é uma metodologia de fórmula única e superficial. O oposto é verdade. Compreender, definir, idealizar, prototipar e testar. Cada passo traz uma necessidade real. Comece a incluir no seu processo de design e negócio com a mesma atenção e consideração.

Escolha testar o tempo todo

Algumas telas do seu produto podem mudar. Não faz mal. Fluxos que envolvam participação da comunidade e inovação devem mudar. Mantenha o acesso simples. Não há melhor maneira de mudar do que fazer processos limpos e adaptáveis.

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